feriado.

Chegou ao endereço aflita, na verdade tudo era tão certo naquele feriado, tomou café preto ao amanhecer e fez uma trança minguada no cabelo. Sempre foi apaixonada por detalhes.
Tocou o interfone, ele não estava. Sentou perto da pilastra, fumaria um cigarro na espera, roeria mais unhas ou faria outra trança.
Não deu tempo, ele veio de preto, trazendo água. Ela queria mesmo que tudo virasse água, inundando o corredor, os carros estacionados, os parques mudos das entrequadras.
feriado.
Na varanda, o primeiro lugar que foi ao chegar, procurou por plantas, talvez um gato. A cortina azul dançava suave com o vento, da sacada via o açougue. Ele ria encabulado, ela tinha os dedos dormentes.

3 Comentários:
bom dia, minha rainha encantada. uma margarida pra ti. fiz uma música no chuveiro hoje, como se fosse cantada por um morador de rua. quase um pop-rock-pisado. também coloquei o colchão da nanda sobre o nosso, pra não ficar empoeirando no chão... a cama tá tão alta :) vou sair agora pro minc. talvez tenha sido você no telefone que tocou... vou te ligar de lá, que é onde consigo te ouvir. a ponta dos meus dedos estão descascando... acho que excesso de água quente. quero tomar um guaraviton agora cedo. :) não quero mais fumar. amo você.
Esta postagem foi removida pelo autor.
ê licor delícia da prosa gostosa...
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